Na verdade, a semana começa no domingo, pois já nos despedimos do descanso e começa os preparativos (nem que sejam psicológicos) para a semana (escola/trabalho/ tarefas).
E, como diria um amigo, quando a gente escuta a vinheta: "É fantástico!" é que a ficha cai... rs
Ontem, eu assisti no Fantástico uma matéria sobre a reserva de Lítio no deserto de sal "Solar do Uyuni - Bolívia".
De acordo com a reportagem (veja no fantastico.globo.com de 24/10/10), em 40 anos, 50% dos carros
novos serão elétricos ou hídridos (aqueles que usam bateria de lítio e combustíveis, uma espécie de novo
bicombustível). Ambos usarão o lítio.
Também de acordo com a reportagem, 50% da reserva mundial de lítio está nesse deserto de sal, na Bolívia.
Mas, por que o lítio? Se vocês lembrarem das aulas de química, saberão que ele é um metal alcalino, o menor deles, já que é o primeiro do segundo período, Z=3, e é duas vezes menos denso que a água.
De acordo com a wikipedia (wikipedia.com.br) as baterias de íons de lítio são recarregáveis, podendo armazenar o dobro de energia que uma bateria de níquel (NiMH) e o triplo da de níquel-cádmio (NiCd), que era até recentemente usada em celulares. Uma outra vantagem da bateria de íons de Lítio é que ela não vicia, ou seja, você não precisa que a primeira recarga seja completa. O lítio também é produzido no Brasil, mas apenas 430 t/ano, o que representa 1,3% das reservas mundiais. (veja o site: planetasustentável.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_428072.shtml)
Ah, sim e para os curiosos, o lítio foi descoberto em 1818, num minério (petalita) descoberto pelo brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva, o mesmo dos livros de história. Ele trabalhou até com Lavoisier, gente!
E o lítio também é utilizado em medicamentos, principalmente para problemas neuropsiquiátricos, com a depressão por exemplo, e em marcapassos.
É isso aí, Biologia, Física e Química juntas outra vez!